Pix vs Criptomoedas vs Apps de Pagamento – Qual é a Melhor Solução?

            Os smartphones se tornaram ferramentas essenciais para o cotidiano de praticamente todo brasileiro. Os dispositivos contam com a vantagem de uma constante conexão rápida à internet, grande poder de processamento, de forma portátil e fácil de usar. Essa combinação transformadora possibilita tecnologias realmente transformadoras, e 2020 serviu como exemplo de como até mesmo aspectos fundamentais de nossas vidas como transações financeiras podem passar a depender da internet.

            Por isso, muitos usuários se questionam sobre as alternativas disponíveis para quem deseja investir, guardar e transferir dinheiro usando o smartphone. A plataforma Pix do Banco Central tem recebido bastante atenção da mídia, enquanto criptomoedas continuam atraindo os olhares de milhões de usuários ao redor do mundo, e atualmente, podemos encontrar diversos aplicativos concorrendo para serem sua opção de ferramenta de pagamentos, com fintechs dominando o mercado. Mas e aí: qual é mais seguro e vale mais a pena, criptomoedas, Pix ou um app de pagamentos? Leia este artigo e obtenha todas as respostas.

            Mas antes de tudo, é importante lembrar que países como o Brasil foram alvo de uma série de golpes e malware no último ano. Desde táticas simples como a clonagem de WhatsApp até vírus avançados sendo instalados em roteadores Wi-Fi, é importante garantir sua segurança digital antes de movimentar dinheiro com o smartphone. Apenas instalar os apps não basta: se quero me proteger, devo seguir orientações de segurança, acompanhar notícias de tecnologia, criar senhas fortes, esconder meu IP e manter meu telefone atualizado.

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Pix é criptomoeda? Como Cada Tecnologia Funciona

            A primeira coisa que precisamos deixar claro é que Pix, criptomoedas como a Bitcoin e Ethereum, e os aplicativos de fintechs como PicPay e Inter não são a mesma coisa – ou seja, não usam as mesmas tecnologias e, no fim das contas, são aconselháveis para diferentes perfis de usuário. Na verdade, uma estratégia interessante é usar mais de uma solução. Veja:

Pix:

            Pix é o nome dado para um novo sistema digital do Banco Central brasileiro com o objetivo de agilizar as transações bancárias tradicionais. Enquanto antigamente operações como TED e DOC para transferências tinham muitas limitações como dias e horários de funcionamento, taxas cobradas a cada transação, e tempo longo para processamento, o sistema Pix permite qualquer transferência de qualquer valor, que acontece imediatamente, sem taxas, em qualquer dia e horário.

            Diferentemente de uma criptomoeda, o Pix é executado pelos servidores centralizados do Banco Central, ou seja, conta com a segurança padrão de um servidor moderno e possui as mesmas vulnerabilidades como risco de desconexão e ataques, embora esse cenário seja pouco provável.

Criptomoedas:

            Para muitos, as criptomoedas serão a verdadeira revolução do século 21. Essa tecnologia é baseada no conceito de blockchain: uma rede de verificação criptográfica descentralizada, em que cada nova moeda gerada é capaz de independentemente autenticar a transação e todo o histórico anterior da rede. Isso significa que criptomoedas não dependem de um único servidor, não podem ser desconectadas ou invadidas, e contam com segurança excepcional.

            A desvantagem aqui é o valor flutuante das moedas, a falta de reconhecimento oficial por parte das nações, e o risco de perder dinheiro por não armazenar corretamente as moedas. Vale lembrar que, pela própria natureza das transações, é extremamente difícil rastrear e recuperar moedas roubadas.

Fintechs:

            As fintechs são um modelo de startup dedicada a serviços monetários, agindo com tecnologias tradicionais como contas bancárias e transações digitais, mas sem a burocracia e taxas cobradas por instituições tradicionais. Algumas plataformas de pagamentos digitais como o WeChat na China já se tornaram mais comuns que o dinheiro em papel, enquanto no Brasil, ainda há muita competição e baixa adoção dos aplicativos disponíveis.

            Fintechs são uma boa opção para criar poupanças, realizar transações em compras online, e até mesmo realizar alguns investimentos tradicionais como compra de ações e tesouro direto, sem precisar sofrer com as taxas praticadas por bancos tradicionais.

Qual serviço devo usar?

            Essa pergunta possui diversas respostas, dependendo do perfil e situação financeira do usuário. Atualmente, transações realizadas por chaves Pix (que podem ser cadastradas em diversos sites e nos apps de bancos) são as ideais para substituir as transferências bancárias tradicionais, desde que o usuário reconheça que essa é a única utilidade do serviço. Na verdade, é possível combinar uma chave Pix com um app de pagamentos, por exemplo, para agilizar suas operações.

            Já as criptomoedas continuam tendo seu papel tanto para investidores, desde que mantenham-se atualizados sobre o assunto, quanto para quem deseja guardar um volume de dinheiro que precisa estar seguro e não associado necessariamente ao seu nome. Também é possível usar criptomoedas para pagar compras privadas na internet.

            Já as fintechs prometem servir como central financeira, desde consultoria de investimentos até substituindo seu cartão de débito e crédito. É preciso se atentar à reputação e capital da empresa responsável pelo app, além de verificar cuidadosamente os termos de uso antes de criar uma conta, mas uma boa fintech pode oferecer vantagens que nenhum banco ofereceria.             E você, já utiliza alguma dessas tecnologias? No futuro, plataformas como o WhatsApp e Facebook introduzirão sistemas de pagamentos embutidos nos próprios mensageiros, como é o caso do Apple Pay e o serviço iMessage nos iPhones. Descubra também quem dá mais dinheiro: Bitcoins ou Ações?

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